quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Encontro com Milton Santos

Comentário de Hebe Citó sobre minha crônica Autofágico fogo, inicialmente intitulada Fogueira (in) santa. Em seguida leia a sinopse do filme Encontro com Milton Santos e a ambiência na qual ele foi projetado.

Obrigado, amiga. Saiba que você alterou minha rotina `lazética´ desta semana. Pra melhor, redundante dizer.
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"Oi Airton,
Especialmente sobre isso
"A FOGUEIRA A QUE EU me refiro, de que você já desconfiava, é o
sistema capitalista. Ele é fogo! Autodestruidor, autofágico. Daí a
dificuldade na resolução eficaz das nossas mazelas socias."
Está passando um filme muito interessande no unibanco dragão do mar -
Encontro com Milton Santos.
É uma outra visão sobre a globalização. Ótimo. Sessões hoje às
18h e 19:40h. A partir de amanhâ às 14h.
Se puder, não perca.
Abraço.
Hebe



Foto: Geógrafo Milton Santos

Projeto maturado há 10 anos, o filme, amparado por título carnavalesco – ou, como prefere o diretor, “alemão” – traz à tona a questão da globalização e suas perversidades, tudo sob a ótica do geógrafo Milton Santos, morto em 2001. Para Tendler, a temática é encarada como uma espécie de panfleto necessário. “A globalização me assustou.
Ela tomou conta dos anos 80 e, nos 90, foi uma quebradeira total, com o Collor privatizando tudo. Fiquei perplexo com a rapidez com que as coisas iam acontecendo”, conta. “O filme mostra como a globalização é usada de forma errada, com o poder e a riqueza concentrados nas mãos de poucos. Algo que acontece inclusive com o meio audiovisual”, observa.

Com uma hora e meia de duração e o (pequeno) orçamento de R$ 800 mil, Encontro com Milton Santos nasceu do acaso. Mais precisamente no meio de um outro trabalho – um documentário sobre o geógrafo Josué de Castro, em 1995. “Era um projeto produzido pela família do Josué, no qual eu tinha que entrevistar várias pessoas. Entre elas, estava o professor Milton Santos, um dos nomes mais importantes da geografia naquele momento”, explica o diretor, que viajou até Paris para o primeiro encontro. “Ele foi de uma clareza, de uma lucidez assustadora sobre vários assuntos. Fiquei tão fascinado que combinei de fazermos algo juntos no futuro”, conta.

Atarefados com vários projetos, os dois acabariam adiando o novo encontro. Mas um imprevisto acelerou o processo. “Em 2000, fiquei sabendo que ele estava doente e de repente vi o cavalo encilhado passar na minha frente. Percebi que a chance era aquela, até porque ele era o intelectual que se destacava sobre o tema da globalização”, recorda Tendler, que marcou um novo contato cara a cara para janeiro do ano seguinte, na Universidade de São Paulo (USP). “Foi a última entrevista – ele morreria três meses depois – e a mais difícil da minha vida porque era um depoimento fantástico. O Milton sempre foi bastante formal, mas dessa vez ele apareceu completamente descontraído. Esqueceu a doença por algumas horas”, revela.

Um comentário:

Elizabeth disse...

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Elizabeth
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